Os cruzados — guerreiros resolutos


02/01/2013

Plinio Corrêa de Oliveira

O mundo da cavalaria e o submundo revolucionário

Plinio Corrêa de Oliveira

Esta ilustração reproduz uma cavalgada de cruzados na Terra Santa. Examinem a atitude desses personagens — príncipes, talvez — cada um deles portando uma coroa. Só não ostenta coroa a figura central. Mas sua fronte é de uma tal categoria que lhe serve de coroa.

Analisem-no. Ele está ou não ciente de que ocupa uma elevada situação e tem uma alta responsabilidade? — É evidente que sim. O modo pelo qual ele tem a cabeça ereta, o modo dominador pelo qual olha os espaços, como quem está habituado a dar ordens e fazer executar um plano. O corpo teso é uma característica do guerreiro vitorioso; do general que habitualmente leva o adversário na ponta da lança. Tudo isso revela um homem que tem, de um ou de outro modo, verdadeira majestade.

Merece menção uma subtileza do desenho: o general olha para o campo de batalha e os vassalos dele observam-no. Estão numa atitude de quem está pronto para receber ordens.

É patente a altaneria deles. Quando eles ordenam, não passa pela cabeça de ninguém desobedecer. Mas, quando o legítimo senhor — o general — manda, a desobediência também é impensável por parte desses príncipes. Só dirige bem, quem sabe obedecer.

Tudo isso não é nada em comparação com outro aspecto: uma grande cruz ressalta no peito de todos eles. Ela está colocada como se aqueles peitos estivessem transformados num estandarte. Cruzes fortes, pesadas, magníficas, que indicam o vigor da resolução: “Nós vamos combater, a nossa vontade é inabalável!”.

Eles não estão fazendo pose para multidões, não estão disputando votos, nem dependem de votos. Não se poderia imaginar tais homens como candidatos a qualquer cargo público. A simples comparação é até chocante.

*     *     *

Entretanto, há quem julgue que os homens não devem ser assim, mas que devem ser à maneira do líder comunista, do agitador revolucionário.

Há, portanto, dois universos, duas concepções de vida. O mundo da cavalaria — ideal que desejamos colocar no píncaro — e o mundo do líder comunista e do agitador revolucionário, que é infelizmente o que está subindo cada vez mais.

Mas cremos que, segundo a promessa de Nossa Senhora de Fátima, tal mundo será vencido, estabelecendo-se então o Reino do Imaculado Coração de Maria.

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Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira para sócios e cooperadores da TFP em 22 de fevereiro de 1986. Sem revisão do autor.

Veja:
Revista Catolicismo

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