Protesto contra a distribuição gratuita da “pílula do dia seguinte”


11/03/2005

Paulo Corrêa de Brito Filho

Segundo informa a imprensa, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e o Ministério da Saúde lançarão no próximo dia 22 o programa Políticas de Planejamento Familiar. Entre essas políticas inclui-se a distribuição gratuita nos postos de saúde daquele que é chamado anticoncepcional de emergência, popularmente conhecido como “pílula do dia seguinte”.

Segundo declarou a ministra Nilcéia Freire da Secretaria Especial, o problema está sendo tratado dentro da ótica da saúde e há resistências dos setores religiosos. Defende a ministra que o governo tem que se pautar pela posição de um Estado laico e garantir a saúde.

Ninguém duvida que a distribuição gratuita da “pílula do dia seguinte”, na prática, constitui um aval para a introdução do aborto químico no País, a ser praticado em larga escala. Longe, portanto, de ser uma política de saúde pública, mesmo sob um prisma estritamente laico, a iniciativa constitui matança programada de milhões de inocentes que já foram concebidos, têm seu DNA, suas aptidões e características exclusivas, e não lhes é dado o direito de viver senão alguns poucos dias.

A “pílula do dia seguinte” mata por um processo de fome

Os nascituros são mortos, em sua primeira fase de vida, por um processo de fome, pois deles é retirado um elemento vital, o hormônio progesterona. Isto num país em que a política social contra a fome é apresentada como política social primacial. Será praticado através de simples ato deliberado de ingerir uma pílula, sob os auspícios do governo.

Outro aspecto essencial da questão, consiste em querer afastar das discussões o argumento religioso-moral. O aborto químico constitui grave violação do 5º mandamento da Lei de Deus – “Não matarás” e crime contra uma vítima inocente e indefesa, o que o coloca na categoria de crime hediondo.

Assim sendo, mais um delito vai ser autorizado no País, e que irá expatriando o Brasil das vias benditas da Civilização Cristã, as quais trilhou por mais de 500 anos, sob as bênçãos de Deus.

Paulo Corrêa de Brito Filho

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