Ministro da Agricultura enfraquece posição dos produtores rurais


20/05/2005

Cid Alencastro

Os produtores rurais e os sem-terra estão numa queda de braço a respeito dos índices de produtividade.

Os sem-terra querem que os índices sejam aumentados, para assim considerarem como “improdutivas”, fazendas até agora consideradas altamente produtivas. Com isso, eles terão pretexto para invadi-las à vontade e, com a conivência do INCRA, desapropriá-las. O passo seguinte é transformá-las em assentamentos de Reforma Agrária, mais conhecidos como favelas rurais.

Já os produtores argumentam que o aumento dos índices vai ocasionar uma queda brutal na produção, vai abalar a economia nacional e prejudicar todos os brasileiros. Além de aumentar o caos no campo.

Até agora, os sem-terra eram defendidos no governo pelo Ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto. E os produtores eram defendidos pelo Ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.

Rossetto está mais do que nunca identificado com os invasores e os defende de todos os modos. Já Rodrigues está dando mostras de fraqueza na defesa dos produtores rurais e fala em ceder um tanto. Acusa os atuais índices de serem “antigos e superados” e acena para o fato de a Reforma Agrária exigir mais desapropriações.

É o que informa o jornal “O Estado de S. Paulo” (20-5-05): “Rodrigues disse que o governo estuda mudar os índices de produtividade, pois os atuais são muito antigos e superados. Quando a proposta surgiu, causou irritação entre produtores rurais e o ministro anunciou sua discordância publicamente. Ontem, no entanto, ele preferiu discurso mais vago. ‘Faço parte do governo que defende a reforma agrária e é a favor de que isso aconteça. Estamos lutando nessa mesma direção’, afirmou”.

Resta saber se os produtores rurais estão dispostos a embarcar nessa canoa do Ministro da Agricultura, ou se, pelo contrário, se darão conta de que o pior mal não está nos sem-terra, mas sim numa Reforma Agrária socialista e confiscatória, que é insaciável e quer demolir o agronegócio e toda agropecuária nacional, para fazer do Brasil um novo Zimbábue.

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