A dor eleva a alma e faz dela um paraíso


18/04/2011

Gregório Vivanco Lopes


Lamentação da morte de Nosso Senhor – Andrea Solari, séc. XVI. Museu do Louvre, Paris.

Em numerosas palestras e conversas mantidas ao longo de sua fecunda existência, Plinio Corrêa de Oliveira abordou o tema da dor, essa companheira inseparável de todo ser humano. Especialmente amada pelos bons católicos, ela os torna semelhantes a Nosso Senhor Jesus Cristo e lhes pavimenta o caminho para o Céu.

O sofrimento está no caminho de todo homem, quer ele goste ou não. É preciso atravessar nesta Terra o vale do sofrimento, para se chegar ao outro lado da existência.

Se compiladas adequadamente, as considerações de Plinio Corrêa de Oliveira sobre a dor poderiam constituir um tratado de enorme envergadura, de imenso auxílio para as almas que buscam a perfeição. Elas nada têm do untuoso e piegas que impregna obras de certos autores, sobretudo do século XIX e primeira metade do século XX, que se dirigem somente à sensibilidade.

Não se trata tampouco de comentários meramente teóricos e especulativos, elaborados apenas para serem compreendidos pela inteligência sem moverem efetivamente as vontades nas vias do bem e da santidade. Plinio Corrêa de Oliveira tem o dom de falar ao homem inteiro: suas palavras esclarecem a inteligência, movem a vontade no sentido do bem e confortam a sensibilidade na senda árdua do sofrimento.

Apesar das condições caóticas e agitadas do mundo moderno, devemos desejar que um tratado com esse grande acervo possa ser publicado um dia. Neste artigo apresentamos apenas alguns textos desse manancial, sem revisão do autor, compilados e adaptados à linguagem escrita com base em gravações de palestras e colóquios, e acrescidos de poucas frases explicativas e exemplos que facilitam a compreensão.

Sirvam eles de tema de preparação para a Semana Santa, no decurso da qual os católicos devem meditar especial e profundamente na Vida, Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Convém inicialmente esclarecer que o sofrimento de que nos ocuparemos não é de nenhum modo a famosa dor do amor desiludido tão exaltada em cânticos sentimentais como, por exemplo, o tango.

Também não é a dor que sente o bandido preso numa cela, porque não pode se divertir com amigos num bar; que fica com raiva porque não consegue sair, vai até as grades, sacode-as, deita-se no chão, blasfema, grita. A essa situação, eu recuso o nome de sofrimento.
Importa ainda excluir outra espécie de padecimento, do qual nos ocuparemos apenas de passagem. Ele advém ao homem que é tentado a praticar o mal. Nestas circunstâncias, desencadeia-se nele um desejo desordenado, contra o qual sente que deve opor resistência, e meritoriamente resiste. A privação que o homem tentado sente em relação àquilo para o que está sendo atraído, provoca na parte mais alta da sua alma uma dor, que é a da recusa àquele desejo desordenado. Essa dor da recusa ordenada é uma dor virtuosa, e deve ser suportada com retidão de alma.

A tragédia do beduíno vista sob dois ângulos

 


Quando alguém perde parentes ou então bens de qualquer espécie, sente primeiramente uma dor na parte sensível da alma, dos sentidos físicos ou externos, porque já não tem mais aquilo que antes possuía. Mas se ela se volta para a consideração daquilo que tais coisas significavam nessa zona superior do pensamento, então aceita bem essa dor, e sua alma sente-se mais realizada e mais rica. Na foto, anciã japonesa chora a sua perda durante a recente tragédia ocorrida no país.

Qual a dor que se caracteriza como a mais elevada?

Para tornar a resposta a esta pergunta acessível, Plinio Corrêa de Oliveira exemplifica. Considere-se um beduíno no deserto que acaba de passar por uma tragédia: sua tribo foi destroçada, toda sua família morreu, sendo ele o único sobrevivente. Caminha pelo deserto carregando a dor do que lhe aconteceu, e pensa: Perdi meu pai, minha mãe, minha esposa e meus filhos; perdi aquele lugar onde havia uma tamareira magnífica que foi queimada; perdi aquela fonte de água onde se derramou o sangue de meus irmãos, e dela nunca mais poderei beber; desapareceram as noites em que, ao som do chocalho, dançávamos segundo uma música típica; fiquei inteiramente só, e agora caminho neste deserto levando uma vida estraçalhada, sem solução.

Há dois modos de o beduíno se conduzir em relação a essa dor. O primeiro consiste em suportar o sofrimento causado pelo fato concreto daquela enorme perda e pela emoção sensível que ela traz consigo. O segundo modo, mais elevado, é o do homem que, tendo conservado a retidão de sua natureza, conserva por assim dizer sua inocência primeira.* Ele então pensa: Com a perda do afeto paterno e materno, perdi não só o afeto em si mesmo considerado, mas perdi esse afeto visto enquanto a realização concreta de algo muito mais alto, que é o benefício, o aconchego providencial de alguém que me quer como tendo sido causa de mim mesmo. O que perdi foi algo da proximidade de Deus comigo.

A mesma consideração, ele a faz em relação à esposa, aos filhos e aos demais parentes: Perdi [minha esposa] um outro eu mesmo, com quem eu comia doces frutos à mesa — a metade de mim mesmo foi-se, e desapareceu de mim isto que é a complementação do homem; perdi os filhos, de quem eu era a causa, e que eu amava como uma projeção natural de minha personalidade; perdi meus irmãos, perdi minha tribo.

Ele considera como sua grande perda o valor universal e metafísico daquilo que ele perdeu, não apenas o fato concreto e a emoção sensível que o fato lhe dá. Começa então um sentimento muito mais alto que são as saudades. Saudades daquilo que foi seu, e que ele não mais terá, mas que ele admira em tese, depurado do concreto que passou.

Sua memória começa a enriquecer-se na consideração daquilo que tinha e não tem mais. Ele faz uma certa destilação das coisas que possuía, e passa a ter uma compreensão da vida como ela se apresenta naquele seu aspecto abstrato. Sem revolta, aceita a dor da parte sensível da alma, dos sentidos físicos que padecem pela falta daquilo que se perdeu. Ele aceita isso porque se refugia nessa zona superior da realidade, e então pensa e sente-se mais realizado e mais rico desses valores do que quando os tinha em concreto. É uma depuração.

Na medida em que tudo cai, a alma se eleva

Tudo o que é concreto pode ser visto como um meio para nos aproximarmos de um valor universal mais alto. Os animais vivem apenas para o concreto, mas a alma humana, por ser espiritual, tende a elevar-se para valores mais altos, de caráter universal, à maneira dos anjos. Assim se efetua uma meditação que chega até Deus.

Quando alguém perde parentes ou então bens de qualquer espécie, sente primeiramente uma dor na parte sensível da alma, dos sentidos físicos ou externos, porque já não tem mais aquilo que antes possuía. Mas se ela se volta para a consideração daquilo que tais coisas significavam nessa zona superior do pensamento, então aceita bem essa dor, e sua alma sente-se mais realizada e mais rica. É uma consideração que se desprende do material e sobe para o espiritual.

Ao longo dos anos, uma pessoa que vá cultivando esse modo de ver e analisar todas as coisas poderia dizer: Estou me desgastando, estou ficando velho, estou ficando pobre, estou ficando menos capaz; tudo cai, e na medida em que cai, eu subo; com esta aceitação paciente, doce e flexível do que houve, bendigo a Deus que assim me aproximou d´Ele; não recrimino os outros que me lançaram nessa situação, porque desta maneira sigo meu itinerário e lavo a minha culpa na inocência das minhas lágrimas e do meu sangue. Isto é a reabilitação do homem.

O apostolado exercido pelo grande sofredor

Uma alma assim atrai outras almas, num sentido curioso: torna menos difícil para elas o desapego, ou seja, o descolamento de uma fruição concreta. É uma coisa impressionante, mas o gemido daquele sofredor torna mais fácil às outras almas suportar a própria dor. O sofredor torna suportável o sofrimento que o outro não tem forças para suportar. Os grandes sofredores transmitem um ânimo para o sofrimento, que o grande gozador não oferece. Isto põe na alma doçuras, perfumes, generosidades, paciências, e purifica os furores da alma de tal maneira que até esses furores ficam límpidos como anjos e terríveis como raios.

Paixão de Nosso Senhor meditada sob esse prisma


Pietá, policromia do séc. XV. Convento cisterciense em Himmelspforten, Baviera.

A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, quando meditada à luz dessas considerações, é um verdadeiro Céu. Do contrário o indivíduo não compreende bem o que se passou. Não entende, por exemplo, o Ecce Homo.

Com sua dor infinitamente perfeita, e com aquela superioridade durante a Paixão que se nota na fisionomia do Santo Sudário, Nosso Senhor quis nos ensinar como sofrer e dar-nos ânimo para atravessar o vale tremendo da dor. Atravessar com o Redentor, pelos gemidos d´Ele, pelo pranto d´Ele, pela doçura d´Ele, pela bondade d´Ele. Ele nos concede a força para isso. Daí a beleza sublime do Anima Christi.

Um vinhateiro inventou um vinho muito doce e agradável e lhe deu o nome de Lacrima Christi. É porque as lágrimas do que sofre assim são doces, no sentido espiritual da palavra.

Onde se unem o Consummatum est e a Páscoa


Santa Teresinha, poucos dias antes de sua morte

Sofrer sem revolta nenhuma não é o mesmo que a resignação do abúlico; é uma dor profundamente sentida até a medula da alma.

Dentro da louçania dos Buissonnets de Santa Teresinha havia mil resignações. A resignação consumada, inteiramente aceita, deixa atrás de si uma luz incomparável, estritamente incomparável. É ao mesmo tempo a luz do consummatum est e a alegria de uma Páscoa. A dor foi inteiramente aceita, o cálice foi bebido inteiramente, tudo foi completamente realizado, e agora acabou por toda a eternidade: Consummatum est. Há uma alegria toda especial dentro disso, sem a qual a ordem não é ordem e o mundo não é mundo e, sobretudo, o homem não é homem.

 

A fortaleza de alma da Mater Dolorosa


Maria Santíssima das Sete Dores – Capela do Cristo dos Desamparados. Sevilha, Espanha

A alma de Nossa Senhora deve ter sofrido uma aridez incomensurável a propósito da Paixão de Nosso Senhor. Tudo indica que Ela foi sofrendo passo a passo desde o começo, em consonância com a Paixão de nosso Salvador, já no Cenáculo, durante a Última Ceia.

Isto só terá sido possível devido à sua força de alma. Tão forte era Ela, que foi possível fazer isto: ao ser retirado da Cruz, o Sagrado Corpo foi posto sobre o colo d´Ela, como tão bem representam as imagens da Pietà. Isto não seria possível para uma mãe comum, que ficaria desfeita, desarticulada.

Algo desse sofrimento deve ter perdurado durante todo o tempo em que seu divino Filho esteve morto e sepultado, até ressuscitar e aparecer-lhe antes de fazê-lo a qualquer outra pessoa, como registra a Tradição. Foi a páscoa d´Ela.

Uma última nota é preciso acrescentar: sofrer tudo sem ter pena de si mesmo. Quando a pessoa começa a ter pena de si mesma (em francês se diz la sensiblerie), coloca-se numa posição de alma rejeitável entre todas e indigna. Resulta num choramingo, no que não deve ser. Choramingar a esse respeito é prostituir o sofrimento.


Papa São Pio X

Um quadro de São Pio X é uma estupenda imagem da dor quando o homem a aceita não se lamuriando. Pelo contrário, do homem que percebe: Caiu-me o mundo em cima, mas tenho recursos para lutar, sei que vou ter ainda muitas outras penas a sofrer, mas lutarei até o fim. É um homem que está subindo o próprio calvário.

O sofrimento prepara a alma para um mundo paradisíaco

O sofrimento prepara o homem para viver nesta região toda espiritual da alma que se diria pré-paradisíaca. Não é fruto de um cego fatum (destino) que esmaga, como o consideram os pagãos. Pelo contrário, prepara a alma para esse mundo paradisíaco que vai nascendo dentro dela, até o momento em que seja chamada para o Céu.

Portanto, nada tem a ver com a tragédia que o teatrólogo grego Sófocles imaginou e descreveu no Édipo-Rei: um homem que se cega, transforma-se em mendigo e sai da cidade, guiado pela mão da filha, para esmolar pelos caminhos. Entregam-lhe um bordão para ir embora, porque é um cego inútil que já fez o que teria de fazer, salvando a cidade de Tebas. Quando ele vai caminhando, o bordão vai batendo no chão — é o fatum cego que esmagou o homem porque tinha que esmagar.

O que acabamos de expor sobre a dor nada tem de comum com isso. Esse aspecto do Édipo causou-me verdadeiro horror, porque o sofrimento não é o fatum cego que esmaga. Pelo contrário, prepara a alma para esse mundo interior de purificação e elevação que vai nascendo.

As almas elevadas, capazes de enfrentar e amar o sofrimento, são almas desapegadas. Estão sempre à procura de realizar tudo do modo mais perfeito, de maneira a tornar esta Terra, no que for possível, o mais parecida com o Paraíso. Elas têm apetência do Paraíso, e por isso vão crescendo na perfeição e tornando-se assim, elas próprias, almas “paradisáveis”.

Para isso é preciso, entre outras coisas, exercer uma certa ascese, pela qual o indivíduo goste desse pólo por assim dizer paradisíaco, de maneira a ser por ele atraído. Ele vai gostando das coisas apenas enquanto “paradisáveis”, e assim vai se desapegando do gosto pelos prazeres meramente terrenos.

Aspectos na Europa de outrora simbolizam o Paraíso


O bem era amado enquanto bem, e por isso produzia apetência do ótimo. No prazer do ótimo, o indivíduo era levado ao desejo das coisas paradisíacas. Daí construções magníficas como a Sainte Chapelle, em Paris, símbolo resplandecente de luz benfazeja.

A vida quotidiana na Europa, como foi organizada em outros tempos, era de grande superioridade porque modelada de modo “paradisável”, e por isso preparava para o desapego. O prazer do bem era dissociado do prazer do mal, tanto quanto isso é possível à humana fraqueza. O bem era amado enquanto bem, e por isso produzia apetência do ótimo. No prazer do ótimo, o indivíduo era levado ao desejo das coisas paradisíacas. Daí construções magníficas como as catedrais medievais — por exemplo, a Sainte Chapelle, símbolo resplandecente de luz benfazeja — pinturas paradisíacas como as de Fra Angélico, música celestial como o gregoriano.

Ainda no século XIX encontramos traços desse desejo de perfeição, como na famosa flèche de Notre-Dame (flecha ou agulha que sai do teto da catedral e aponta para o infinito), ou então na flèche do Mont Saint Michel,
ambas colocadas pelo arquiteto francês Viollet-le-Duc. No início do século XX, o desenhista genial Joseph Pinchon lançou em quadrinhos uma figura infantil, Bécassine, a qual se move num ambiente de inocência e pureza. Eu entendo que o ambiente camponês da Bécassine é paradisável.

Essa ascese rumo ao Paraíso consistiria no seguinte: Nunca admitir nada de mal, nunca aceitar nada fora da medida, apreciando as coisas pelos seus mais altos lados, portanto por seus lados intelectivos, e estes lados intelectivos sumamente ortodoxos, mas ainda involucrados nos sentidos, até o momento em que se levanta vôo. Quer dizer, não é a única forma de ascese. Longe de mim, censurar os jejuns e as flagelações, que sobremaneira admiro, e as aceitações das cruzes, que quase diria que eu adoro. O que eu quero dizer é que entra também isto que acabamos de ver.

Evidentemente, esse vôo de alma inclui ainda outros predicados além da ascese. O principal deles é uma espécie de inocência da alma batizada, à procura da perfeição, mas isto nos levaria para longe de nosso tema, que é o papel da dor na vida humana.

A dor bem aceita causa a verdadeira alegria

Tudo o que foi exposto sobre o sofrimento não teria valor, caso não se compreendesse que não se trata da dilaceração do Édipo-Rei. A dor bem aceita produz tranqüilidade de alma, acompanhada de um encanto, de uma alegria que atravessa todos os obstáculos e chega até o fim a que deve chegar.

Esta é a zona da alma que São Francisco de Sales chama “a fina ponta da alma”, onde cabe alegria nesses transes de sofrimento. Ele dizia que Nosso Senhor, na fina ponta de sua alma, continuava a ter alegria, mesmo no alto da cruz, quando clamou Eli, Eli, lama sabactani (Deus meu, Deus meu, por que me abandonastes?!). E isto se aplica a todos nós.

É muito difícil atualmente compreender esta dor sem dilaceração, por causa das influências dos ambientes criados pelo mundo moderno, onde a dor é apresentada como um azar que aconteceu, não tinha nenhuma razão para acontecer, é inaceitável que aconteça, e propriamente nos destrói. Segundo essa mentalidade, cada sofredor se considera um pequeno Édipo-Rei.

Ora, o sofrimento faz parte da vida, como também a alegria. Ao longo da vida de cada um, há momentos em que Deus entra para proporcionar alegria, para nossa glória e consolação. São momentos em que Ele se manifesta com charme, e entra numa hora certa impressionante. Tudo isso também faz parte de nossa vida. O mesmo sucede na história dos povos, desde que sejam fiéis. Este histórico da fidelidade é realmente fantástico.

A recusa do sofrimento torna o homem vil

Há certo estado de espírito em que o homem recusa qualquer sofrimento. Com isso sua alma se torna vil, e o símbolo animal adequado a isso seria a galinha fugindo espavorida de quem deseja pegá-la. Ela corre assustadiça, bate as asas de modo desordenado, cacareja febrilmente, sem compostura e sem dignidade. Nesse sentido, há uma diferença marcante entre o faisão e a galinha. Enquanto a galinha simboliza aquele que não deseja sofrer, o faisão mostra toda sua beleza quando se apresta para entrar na luta: no plano animal, é o protótipo do sofrimento nobre.

Se a galinha pudesse pensar, consideraria arrojada, inútil, cruel uma águia, e perguntaria: Para que subir lá no alto? Tudo o que uma alma vil pensa de um católico combativo, a galinha acharia da águia: Há esse poleiro aqui tão seguro, há milho, etc. Para que levar a vida da águia? Poder-se-ia compor uma invectiva das galinhas contra as águias, que seria a objurgatória das almas vis contra os católicos combativos.

O Tabor não foi mais maravilhoso que o Calvário, e creio que o Calvário foi mais maravilhoso que o Tabor. Mas neste século em que vivemos, educados que fomos no espírito do happy end — na idéia de que a vida, para alguns privilegiados, transcorre sem dor — somos tentados a procurar um jeito de figurar entre esses privilegiados da vida, que não sofrem. Quando se é católico tíbio, a grande esperança é conseguir levar a vida passeando pelo Tabor, e indo para o Céu sem ter passado pelo Calvário.

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